Percival Puggina primeiro presidente da FTD:
Contavam-se ainda os votos da eleição de 3 de outubro de 1996 e, no dia 5, o presidente Celso Bernardi chamou-me apara conversar. Quando começou a perceber que o partido contabilizava uma grande vitória eleitoral no Estado, ele já olhava para a frente e estabelecia como meta que, no ano entreato eleitoral, a força do partido que emergia das urnas deveria ser convertida naquilo que ele mesmo disse: "O partido político é uma instituição permanente que tem doutrina, ideologia, proposta. Somos pessoas identificadas pelas nossas idéias, que devem ser transmitidas a outras pessoas da sociedade - e o partido é uma parte dessa sociedade - para que possam integrar-se a nós. Isso se faz por meio de um processo de convencimento. Precisamos ter capacidade para mostrar nossas propostas, nossa ideologia e nosso doutrina utilizando um trabalhointelectual de formação de lideranças. Muitas vezes temos que fazer a "mea culpa", o que nosso partido não tem feito ao longo de muitos anos. O ano de 1997 é um hiato entre as eleições de 1996 e as 1998.
A eleição, na vida de um partido, é um episódio. A partir do episódio de 1996, vamos agir para que nosso partido se torne uma opção de poder tanto a nível estadual como a nível federal nas eleições de 1998. Um partido que tem o patrimônio político que conquistamos nas ultimas eleições municipais tem obrigação de estar preparado para exercer o poder e de ter seu projeto político partidário e de candidaturas próprias aceitos nas futuras eleições."
Num ano de construção, de crescimento e de unidade de pensamento e de ações. Para que isso pudesse acontecer, era necessário que se criasse um instrumento partidário que se voltasse especificamente para esse prpósito, a Fundação Tarso Dutra, e me pedia que coordenesse os trabalhos do comissão constitutiva. Aceitei o convite com honra e com enorme senso de responsabilidade, seja pela tarefa partidária que me estava sendo confiada, seja pela responsabilidade do nome do patrono da fundação, que marcava muito bem todos os deveres e as obrigações, assim como as atribuições da fundação.; Construir a unidadede um partido no pensamento e na ação, passando pela difusão dessa dotrinária, implica compreender - e isso não é muito fácil de ser feito pelos gaúchos - que entramos para um partido de livres e espontâneas vontades: o partido é uma comunidade.Menos ainda é a vida de um partido um instrumento para o exercicio da vontade isolada e pessoal de alguém. Se alguém imagina que talvez o que sonhamos é bom, mas que seja uma poesia, iria que poesia é o inverso disso. Poesia é imaginar-se um partido que não seja esse instrumento uno e coeso ao qual se adere por vontade, mas na qual há instâncias, todas voltadas para construção da unidade.
Qualquer coisa diferente disso que descrevi só leva o neme de partido porque o cartório eleitoral aceitou que se registrasse como tal, marcando algo que de fato não é. Um partido é, efetivamente, um lugar no qual se estabelecem vinculos fortes, e cito alguns deles que atingem diretamente a fundação, por serem vinculos do partido com seu programa e com seus estatutos, que são assinados por seus filiados. É um elemento vinculante, formal e moral. Ao assiná-lo, a pessoa se subordina e aceita o estatuto do partido. Aceita a doutrina, à ideologia e os valores do partido. Há vínculos dos eleitos pelo partido com o partido; há vínculos do partido com a sociedade; há vínculos do partido com sua promessas de campanha.
A palavra da Sra. Pastorinha Dutra, esposa do saudoso Senador da República Sr. Tarso Dutra e patrono da Fundação: Agradeço, comovida, essa homenagem ao meu saudoso marido. Tarso Dutra foi um trabalhador honesto, tenaz, qua abalou, como todos sabem, sua própria saúde no desempenho de suas atividades. Quero também me referir à lealdade que teve de seus amigos e, acima de tudo, quero que fique claro que ele honrou a Deus, a pátria e a familia.
A Fundação de Estudos Politicos e de administração Pública TARSO DUTRA (FUNDEP-TD) foi instituida no dia 27 de novembro do ano 1996, por seu Conselho Curador composto pela Executiva do então Partido Progressista Brasileiro e seus sócios instituidores. Tendo deste esta data sido a guardiã da DOUTRINA CONSERVADORA DE CENTRO - DIREITA que forma a ideologia do PARTIDO PROGRESSISTA.


